Como escolher a escola ideal para o filho?

Clarinha

Clarinha passou a tarde inteira com o celular na mão, comparando escolas. Eram tantas opções que sua cabeça rodava: escola particular com método construtivista, escola pública perto de casa, escola bilíngue no centro, escola religiosa. Cada site prometia ser o melhor para o futuro de Pedro.

— Amor, já olhou essa aqui? — perguntou Carlos, sentando ao lado dela com o notebook. — Disseram que o ensino é muito bom, mas fica a quarenta minutos daqui.

— Pois é, e essa outra que a vizinha recomendou tem uma fila de espera enorme — respondeu Clarinha, passando a mão no cabelo. — E o preço? Quase o salário inteiro.

Ela lembrou da conversa com Seu Antônio no café da manhã. Ele disse que o mais importante não era o nome da escola, mas sim o acolhimento, o ambiente, a forma como tratavam as crianças. Clarinha decidiu visitar as três escolas mais promissoras pessoalmente.

Na primeira escola, Pedro passou quinze minutos no parquinho enquanto a diretora explicava a proposta pedagógica. Na segunda, ele participou de uma aula experimental de música. Na terceira, foi recebido por uma coordenadora apressada que mal olhou nos olhos dele.

— A segunda, mãe. Eles têm tinta e massinha — disse Pedro, convicto, no carro de volta.

Clarinha sorriu. No fundo, ela já sabia. A escolha não era sobre ranking ou mensalidade, mas sobre o brilho no olho do filho ao falar da escola.