A escola de Pedro estava organizando a Feira de Ciências, e cada aluno deveria apresentar um experimento simples. Pedro chegou em casa eufórico, mas também apreensivo.
— Pai, eu quero fazer o vulcão que explode — disse Pedro, pulando no sofá. — Mas o Miguel já vai fazer esse.
— Que tal a gente pensar em algo diferente? — sugeriu Carlos, abrindo o notebook. — Já pensou em fazer um jardim no pote? Mostrar como as plantas crescem?
Pedro achou a ideia legal. Foram até o quintal, cavaram terra, escolheram sementes de feijão e montaram o experimento em um pote de vidro. Todos os dias, Pedro regava e observava as raízes aparecerem.
No dia da feira, Pedro estava nervoso. A sala estava cheia de pais e outros alunos. Quando chegou a vez dele, olhou para o pote com o feijão brotando e começou a explicar. — Aqui a gente vê a raiz descendo em busca de água. E daqui a uns dias vai sair a folhinha.
— Muito bem, Pedro! Explicou melhor que muitos adultos — elogiou a professora Luísa.
Carlos, no fundo da sala, sentiu o peito encher de orgulho. Pedro ganhou um certificado de participação e não largou o pote de feijão por uma semana. Clarinha colocou o pote na janela da cozinha, onde o pé de feijão cresceu até dar flor.