A lista de material do Pedro chegou com quarenta itens, incluindo marcas específicas. Carlos achou um absurdo e foi reclamar na coordenação: "Isso é exploração, vou comprar tudo genérico!" A coordenadora explicou que alguns materiais eram para uso coletivo e que as marcas eram recomendadas pela qualidade. Ele não concordou, mas também não argumentou direito. Saiu de lá e comprou tudo genérico mesmo. No meio do ano, vários materiais estragaram e ele teve que recomprar. Gastou mais. Da próxima vez, foi com outra postura: "Bom dia, gostaria de entender a lista de materiais. Alguns itens são específicos de marca e eu gostaria de saber se há alternativa mais econômica. Também gostaria de saber se posso comprar em partes ou se preciso de tudo no início do ano." A coordenadora explicou que alguns itens são compartilhados e que a marca é para durar o ano todo. Mostrou também que a escola tinha parceria com uma papelaria com desconto para pais. Carlos aprendeu que questionar com educação e buscar entender a lógica por trás da lista é mais produtivo do que reclamar.