Luísa recebeu a mensalidade da escola e tinha uma taxa extra de "material pedagógico" que não estava no contrato. Ficou indignada e foi na secretaria bater boca: "Isso é ilegal, vou denunciar vocês!" A atendente disse que era uma taxa aprovada pelo conselho e ela saiu de lá sem resolver nada. Uma amiga advogada a orientou: primeiro, ler o contrato com calma. Segundo, pedir por escrito o detalhamento da taxa. Ela fez isso. Mandou um e-mail para o financeiro: "Prezados, notei uma taxa de material pedagógico na fatura deste mês que não consta no meu contrato. Gostaria de receber o detalhamento e a base legal dessa cobrança. Caso não haja previsão contratual, solicito o estorno." Em dois dias responderam que a taxa estava prevista em assembleia e enviaram a ata. Ela realmente não tinha lido. Luísa aprendeu que reclamar gritando não leva a nada. Pedir informação por escrito exige que a escola se explique formalmente e, se for ilegal, deixa registro para medida judicial.