Carlos recebeu o boletim de Pedro com preocupação. A nota em português estava baixa, e a professora Luísa havia escrito um bilhete sugerindo acompanhamento pedagógico. Ele e Clarinha sentaram na sala para discutir.
— Reforço escolar? Mas ele tem seis anos! — exclamou Clarinha. — Não é muito cedo?
— A professora disse que ele está com dificuldade de alfabetização. Não é um problema grave, mas quanto antes a gente ajudar, melhor — explicou Carlos.
Ele pesquisou opções: uma professora particular que ia em casa, um reforço em grupo na própria escola, ou fazer eles mesmos em casa. Clarinha preferiu tentar em casa primeiro, com a ajuda de materiais que a professora indicou.
Carlos comprou jogos pedagógicos e um quadro branco pequeno. Todas as noites, durante vinte minutos, Pedro brincava de "escola" com o pai: formava palavras com letras magnéticas e lia frases curtas. O menino nem percebia que estava estudando.
— Pai, lê comigo: B-O-L-A, bola! — Pedro apontava orgulhoso para o quadro.
Em duas semanas, a professora Luísa notou a melhora e elogiou o progresso. Carlos e Clarinha entenderam que reforço escolar não era castigo, mas um cuidado. E que, muitas vezes, a melhor professora particular era a atenção dos pais em casa.