Luísa sofreu agressões do seu parceiro por meses e achava que era culpa sua, que ele ia mudar. Guardou tudo em silêncio, escondeu os hematomas com maquiagem. Até que um dia ele quebrou seu braço e sua vizinha chamou a polícia. Na delegacia, a delegada lhe disse que ela deveria ter buscado ajuda na primeira agressão. O certo é: ligar 190 na hora da agressão, pedir medida protetiva na delegacia da mulher, guardar exames de corpo delito, prints de ameaças e testemunhos. Hoje sabe que violência doméstica nunca é culpa da vítima e que silêncio só alimenta o ciclo. Aprendeu que pedir ajuda não é fraqueza — é o primeiro passo para recuperar a dignidade.