Ela estava presa num quarto e conseguiu pegar o celular escondido. Ligou pro 190 mas falou tão baixo e tão rápido que a atendente não entendeu nada e a ligação caiu. Não conseguiram localizar ela. Chorou de frustração. Depois de solta, uma amiga policial ensinou: se conseguir ligar, fale pausadamente, informe o endereço primeiro (mesmo que sussurrando), diga seu nome, quantos agressores são, se há armas. Se não puder falar, mande mensagem de texto pro 190 ou para um contato de confiança com a localização exata ativada. Aprendeu que o mais importante numa situação de cárcere é passar a localização — sem ela, o socorro simplesmente não chega.