Beto estava trocando uma lâmpada do hall. A escada era velha, com um degrau solto. Quando ele se esticou para alcançar o bocal, o pé escorregou e ele caiu de cerca de dois metros de altura.
Ele instintivamente esticou o braço direito para aparar a queda. O impacto foi seco. Beto sentiu uma dor aguda no antebraço e ouviu um barulho que não era normal. Quando olhou, o braço estava torto — claramente quebrado.
Clarinha ouviu o barulho e veio correndo. — Meu Deus, Beto! Não mexe, não mexe!
Ela ligou para o SAMU. Enquanto esperava, improvisou uma tipoia com um lençol para imobilizar o braço. Não tentou endireitar nada, não deu nada para ele beber. Só segurou a mão dele e ficou falando para ele respirar.
No hospital, o raio-X confirmou fratura de rádio e ulna. Beto precisou de cirurgia para colocar uma placa. Ficou três meses de molho.
Aprendizado: escada velha é para trocar. E nunca tentar aparar queda com a mão — melhor cair de lado e proteger a cabeça.