Pedro estava no PS para tomar soro por causa de desidratação. Quando viu a agulha, começou a chorar e espernear. Não queria que ninguém encostasse nele. A enfermeira tentou acalmar, mas a resistência era grande.
Dona Marta sabia que criança no hospital era um desafio. Ela se sentou ao lado de Pedro, segurou a mão dele e começou a contar uma história — a do super-herói que precisa de uma injeção mágica para vencer o monstro.
— Olha, Pedro, o soro é água de super-herói. Vai entrar num fiozinho e em pouquinho você vai estar forte de novo.
A técnica funcionou. Pedro deixou a enfermeira colocar o acesso venoso, embora com os olhos fechados e a mão apertando a da avó.
O médico pediátrico ainda deu dicas valiosas: explicar o que vai acontecer com antecedência, nunca mentir sobre a dor ("vai picar um pouquinho, mas passa rápido"), levar um brinquedo ou livro favorito, e manter a calma — se o adulto está tranquilo, a criança se acalma.
Pedro ficou hidratado e foi liberado. No caminho de casa, já estava rindo: — Vó, o soro é água de herói mesmo? Dona Marta riu e disse que sim.