Carlos chegou no PS com suspeita de apendicite. A enfermeira da triagem fez uma série de perguntas que ele não sabia responder direito:
— Tem alergia a algum medicamento? — "Acho que não..."
— Toma algum remédio contínuo? — "Só um para pressão, mas não lembro o nome."
— Já fez alguma cirurgia? — "Não... ah, tirei o siso, mas isso conta?"
— Tem alguma doença crônica? — "Pressão alta, acho."
A enfermeira anotou com paciência, mas Carlos sentiu vergonha de não saber o básico.
Depois desse episódio, ele criou um cartão de emergência digital e físico com:
— Nome completo, data de nascimento e tipo sanguíneo.
— Alergias (medicamentos, alimentos, látex).
— Medicamentos em uso (nome, dose, horário).
— Doenças pré-existentes (hipertensão, diabetes, asma).
— Cirurgias prévias.
— Plano de saúde e número da carteirinha.
— Contato de emergência.
Ele salvou no celular como fundo de tela e deixou uma cópia na carteira. Quando voltou ao hospital para uma consulta de rotina, a médica elogiou a iniciativa.
— Todo paciente deveria ter isso — disse ela.