Luísa acordou com dor de cabeça. Não era forte, mas persistia. Ela ficou em dúvida: será que vai passar? Tomou um analgésico e foi trabalhar. À tarde, a dor voltou com náusea.
No dia seguinte, a dor estava no lado direito e irradiava para o maxilar. Ela lembrou que enxaqueca pode piorar e decidiu que, se não melhorasse em mais um dia, iria ao PS.
Mas o cardiologista do pai tinha dito: "Dor de cabeça forte e súbita, tipo trovoada, merece emergência. Dor que acorda você à noite também."
Luísa criou para si mesma uma lista de critérios para decidir:
— Febre acima de 39°C que não cede com antitérmico → PS.
— Dor no peito ou aperto → PS.
— Falta de ar → PS.
— Fraqueza ou dormência súbita → PS.
— Vômito ou diarreia intensa com sinais de desidratação → PS.
— Corte profundo ou queimadura grande → PS.
Para tudo o mais, ela avaliava: tomar remédio, repousar, observar por 24 horas. Se piorar ou não melhorar, aí sim vai ao PS.
Ter critérios claros ajudou Luísa a não subestimar os sinais graves nem superlotar o PS por ansiedade.