E se a experiência no pronto-socorro for ruim?

Clarinha

Clarinha levou Beto ao PS com suspeita de alergia grave. A sala de espera estava superlotada. Eles ficaram duas horas sem ninguém olhar para eles. Beto estava com falta de ar, mas a pulseira era verde — não urgente.

Clarinha foi falar com a recepcionista, que respondeu com rispidez: — Tem que esperar como todo mundo.

Beto piorou. Clarinha insistiu e exigiu falar com o enfermeiro da triagem. O enfermeiro reavaliou, percebeu que a saturação tinha caído e mudou a classificação para amarela. Beto foi atendido em minutos.

A médica foi competente, tratou a crise alérgica e Beto melhorou. Mas Clarinha ficou indignada com a demora e a falta de acolhimento.

Ela fez uma reclamação formal na ouvidoria do hospital. Não por vingança, mas porque esperava que o relato ajudasse a melhorar o atendimento.

A experiência ensinou a ela que o paciente ou acompanhante precisa ser persistente quando percebe que a situação está piorando. E que registrar reclamação não é "encheção de saco" — é um direito que ajuda a melhorar o sistema.