Clarinha estava na sala de espera do PS há três horas. O local estava lotado, cadeiras desconfortáveis, uma televisão ligada num jornal repetitivo. Ela tinha ido com fortes dores abdominais, mas depois de ser classificada como "verde" na triagem — não urgente — sabia que esperaria.
A ansiedade começou a crescer. Ela pensava: "E se for grave e eles estão ignorando?" A dor parecia aumentar à medida que a frustração subia.
Ela respirou fundo e lembrou das técnicas que a psicóloga tinha ensinado. Colocou o fone de ouvido e ouviu uma música calma. Focou na respiração: inspirar por quatro segundos, segurar por quatro, expirar por quatro.
Quando finalmente foi chamada, já estava mais calma. A médica diagnosticou uma infecção urinária, receitou antibiótico e pediu exames. Clarinha foi liberada em uma hora.
Aprendizado: a ansiedade na espera é normal, mas respirar fundo ajuda. E saber que a triagem existe justamente para priorizar quem está mais grave dá um pouco mais de tranquilidade.