Carlos estava no PS com suspeita de apendicite. O médico pediu uma tomografia. Mas o plano de saúde negou a autorização prévia, dizendo que o exame não era urgente.
A enfermeira do PS explicou que ele podia entrar com recurso. Carlos ligou para a ouvidoria do plano e explicou a situação. O médico de plantão também ligou para o médico auditor do plano, reforçando a urgência.
Depois de quarenta minutos de ligações, o plano liberou a tomografia. O resultado confirmou apendicite. Carlos foi operado a tempo.
O caso de Carlos escancarou um problema comum: planos de saúde às vezes negam exames mesmo em situação de emergência. A orientação do hospital foi clara: nunca desista na primeira negativa. Peça o número do protocolo, solicite a interferência do médico assistente e, em último caso, acione a ANS.
Carlos fez uma reclamação formal na Agência Nacional de Saúde Suplementar. O plano foi multado. Ele ficou bem, mas aprendeu que na emergência a burocracia pode ser um inimigo tão perigoso quanto a doença.