O que fazer numa reação alérgica grave, com inchaço nos lábios e falta de ar?

Carlos

Carlos tinha alergia a camarão, mas sempre controlava bem. Num domingo, na casa de Seu Antônio, ele não percebeu que o caldo de peixe tinha camarão moído no tempero. Dez minutos depois da primeira colherada, sentiu a língua formigar.

Em poucos minutos os lábios começaram a inchar. A garganta foi fechando. Carlos tentou falar, mas a voz saiu rouca, abafada. Olhou para Luísa com os olhos arregalados, levando a mão ao pescoço.

Luísa reconheceu na hora: era anafilaxia. Ela já tinha lido sobre isso. Gritou para Seu Antônio chamar o SAMU e correu buscar a caneta de adrenalina que Carlos mantinha no carro — por sorte ele tinha, apesar de nunca ter usado.

Aplicou na coxa dele, segurando firme. Em dois minutos a respiração começou a melhorar. O SAMU chegou e levou Carlos para o hospital, onde ele ficou em observação por seis horas.

O médico elogiou a rapidez de Luísa: segundos fazem diferença numa anafilaxia. Depois desse dia, Carlos passou a andar sempre com duas canetas de adrenalina e avisar em todo restaurante sobre a alergia.