Criança caiu e bateu a cabeça: quando fazer exame de imagem?

Pedro

Pedro estava correndo no recreio da escola e escorregou no piso molhado. Bateu com a cabeça na quina do banco de concreto. A professora viu o sangue e correu para socorrer.

Ele tinha um corte no couro cabeludo e um galo enorme. Chorava, mas estava consciente e respondendo. A escola ligou para Dona Marta, que foi buscá-lo.

No PS infantil, o médico examinou Pedro: ele não tinha desmaiado, não vomitou, as pupilas estavam normais. Mas por precaução, pediu uma tomografia — o galo era grande e a batida foi na têmpora, uma área mais delicada.

A tomografia não mostrou sangramento nem fratura. Pedro levou três pontos no corte e foi liberado com orientações rígidas: acordá-lo de duas em duas horas na primeira noite, observar se vomitava ou se a pupila ficava diferente.

Dona Marta passou a noite em claro, fiscalizando o filho. No dia seguinte Pedro já queria correr de novo. Ela proibiu — mas pelo menos a tomografia deu tranquilidade.