Carlos acordou no meio da noite com um barulho de asas no quarto. Um morcego estava voando perto do teto. Entrou em pânico, pegou uma vassoura e tentou matá-lo. Conseguio acertar, mas ele caiu no chão se debatendo. Quando foi pegar, o morcego mordeu ele no dedo. Teve que tomar vacina antirrábica. Descobriu depois que morcego não deveria ser morto — ele deveria ser capturado vivo para teste de raiva. Se o teste der negativo, você não precisa da vacina. Aprendeu que o protocolo correto ao encontrar morcego dentro de casa é: abrir janelas e portas, apagar as luzes internas e acender as externas, ou deixar uma luz acesa do lado de fora. O morcego vai sair sozinho seguindo a claridade. Se ele não sair, chame o Centro de Controle de Zoonoses. Nunca toque no morcego com as mãos nuas. Se houver contato, lave o local com água e sabão e vá ao hospital para avaliação. Outra vez, um morcego entrou na sala. Carlos abriu as portas da varanda e apagou as luzes. Em 20 minutos ele voou para fora. Não tocou em nada. Depois chamou a zoonoses para verificar se havia colônia no telhado. Descobriu que havia um furo no forro, que foi vedado. O morcego não é agressivo, mas é o principal transmissor de raiva no Brasil. Calma e método são mais eficazes que pânico e vassoura. Morcego dentro de casa se resolve com luz, não com violência.