A filha de Luísa ficou presa na escola durante um toque de recolher decretado pela prefeitura por causa de uma operação policial. Ela ficou desesperada, ligou para a filha 30 vezes seguidas, entrou no carro e tentou buscar. Foi barrada por uma blitz policial a 3 quarteirões da escola. O policial mandou ela voltar para casa e disse que ela estava colocando a vida dela e da filha em risco. Ela ficou em pânico sem saber o que fazer. Ela aprendeu que durante toque de recolher, a ajuda deve ser remota. O jeito certo é: primeiro, manter contato por mensagem de texto (que consome menos bateria e sinal). Segundo, orientar a pessoa a ficar no local seguro onde está, não tentar se deslocar. Terceiro, se for necessário, ligar para a polícia (190) ou defesa civil (199) e informar a localização da pessoa para que o resgate seja feito por profissionais. Em outra situação, o irmão dela ficou preso no trabalho durante um toque de recolher. Ela não saiu de casa. Mandou mensagem para ele: "Fica aí, não sai. Já avisei a polícia que você está no prédio." Ele ficou no escritório, trancado, até o toque acabar. Às 6h da manhã, a polícia liberou a circulação e ele voltou em segurança. Pedir ajuda em toque de recolher é sobre comunicação estratégica, não sobre deslocamento. Sair para resgatar alguém só cria mais uma vítima.