Qual o jeito certo de agir em uma queda de bicicleta?

Luísa

Luísa caiu de bicicleta numa descida e raspou o braço inteiro no asfalto. Levantou na hora, com vergonha, e continuou pedalando como se nada tivesse acontecido. Em casa, o ferimento estava cheio de pedrinhas e areia. Lavou com água e sabão, mas não desinfetou direito. Três dias depois, o braço infeccionou e ela foi parar no pronto-socorro com celulite infecciosa. Tomou antibiótico por 10 dias e ficou com uma cicatriz feia. Aprendeu que queda de bicicleta exige: parar, avaliar ferimentos, lavar o local com soro fisiológico ou água corrente abundante, remover corpos estranhos com pinça esterilizada, aplicar antisséptico (clorexidina ou PVPI), cobrir com gaze estéril. Se o capacete foi usado e bateu, troque-o imediatamente — o EPS se danifica internamente mesmo sem rachadura. Outra vez, ela caiu numa curva de terra. Levantou, sentou na calçada, tirou o capacete e examinou: arranhão no joelho, mas o capacete estava amassado. Lavou o ferimento com água mineral que carregava na mochila, passou antisséptico do kit primeiros socorros, cobriu com gaze. O capacete foi para o lixo. Voltou para casa de Uber e comprou um novo. Não voltou a pedalar naquele dia — trauma de queda precisa de descanso. Queda de bicicleta não é vergonha, é esporte. Saber se cuidar é parte do pedal.