Carlos viu um motoqueiro ser atropelado por um carro num cruzamento. O motorista parou, ficou desesperado. Carlos, sem saber o que fazer, ficou filmando com o celular, igual todo mundo. Ninguém prestou socorro. O motoqueiro ficou caído no asfalto sangrando por vários minutos até que uma enfermeira que passava tomou a frente. Carlos se sentiu um completo inútil. Aprendeu que ser testemunha de atropelamento exige ação, não platéia. O papel da testemunha é: 1) ligar para o Samu (192) imediatamente, informando local exato e estado da vítima; 2) sinalizar o local para evitar novos acidentes; 3) não mover a vítima; 4) anotar os dados do veículo e do motorista; 5) permanecer no local até a chegada do socorro para prestar depoimento. Depois que aprendeu isso, presenciou outro acidente: um carro atropelou um ciclista. Imediatamente ligou para o Samu enquanto pedia para outro motorista sinalizar a via com o triângulo. Anotou a placa do carro, o nome do motorista, e pediu o contato de outras testemunhas. Ficou até a ambulância chegar e deu o depoimento para a polícia. O ciclista sobreviveu e o motorista não fugiu porque Carlos estava lá. Testemunha que age faz a diferença entre justiça e impunidade.