Luísa estava no mercado quando sentiu o coração disparar do nada. O peito começou a doer, as mãos formigaram, a respiração ficou curta. Ela pensou: estou tendo um infarto.
Um segurança viu ela pálida, apoiada no carrinho, e chamou o SAMU. Chegando no PS, Luísa estava tremendo, com medo de morrer. O eletrocardiograma veio normal. Exame de sangue para enzimas cardíacas também normal. O coração estava saudável.
O médico se sentou ao lado dela. — Você não está infartando. Provavelmente é uma crise de pânico. Os sintomas são muito parecidos.
Luísa sentiu alívio e vergonha ao mesmo tempo. — Desculpa, acho que exagerei.
— Não peça desculpa. A gente sempre prefere investigar e descartar o pior. Você fez o certo vindo — respondeu o médico.
Ela foi liberada com encaminhamento para psiquiatra e psicólogo. Aprendera que ansiedade pode imitar infarto perfeitamente, e que ir ao PS era o caminho certo — nunca se deve assumir que é "só ansiedade". Melhor prevenir.