Pedro acordou com o corpo quente. Dona Marta colocou a mão na testa dele e já sentiu: estava queimando. O termômetro marcou 39,8°C. Ela deu dipirona e colocou compressa fria, mas uma hora depois a febre tinha subido para 40,2°C.
Pedro ficou mole, sem vontade de comer, reclamando que tudo doía. Dona Marta repetiu o antitérmico no horário certo, mas a febre não cedia por mais de duas horas. O menino começou a ficar sonolento demais.
Carlos chegou do trabalho e viu a cena. — Mãe, isso não é normal. Vamos levar ele no PS agora.
No pronto-socorro infantil, a médica suspeitou de uma virose mais forte. Pediu exame de urina e sangue. Descobriu que era uma infecção urinária que estava causando a febre teimosa. Receitaram antibiótico e anti-inflamatório.
Em dois dias Pedro já estava melhor, mas Dona Marta aprendeu uma lição importante: febre que não responde a antitérmico e vem acompanhada de prostração precisa de avaliação médica. Não adianta só medicar em casa.