Luísa estava saindo da garagem e acabou batendo a lateral do carro no muro da entrada. A porta amassou feio. Ficou em pânico, achou que ia levar uma bronca do marido. Saiu andando com o carro, raspou a porta inteira no muro tentando desgrudar. O arranhão virou um amassado enorme. Chegou em casa e tentou esconder, estacionando o carro na rua. Só piorou porque a ferrugem comeu a lata. Aprendeu que batida em muro é um sinistro de danos próprios — o jeito certo é parar imediatamente, avaliar o dano, fotografar e acionar o seguro. Não tente sair arrastando, não esconda o acidente. Outra vez, bateu a frente do carro num muro baixo num estacionamento. Dessa vez parou na hora, desceu, fotografou o muro e o carro. Ligou para o seguro e relatou o ocorrido. O guincho veio, levou o carro para a oficina credenciada e em uma semana estava pronto. Pagou a franquia e pronto. Não teve estresse, não teve briga. Seguro existe para isso. Tentar esconder ou consertar por conta própria sempre sai mais caro. Se o muro for de terceiros, anote o endereço e deixe um bilhete com seu contato — é obrigação moral e legal. Fuga em acidente de trânsito, mesmo sem vítimas, é crime.