Crise de asma forte: quando ir ao PS mesmo usando bombinha?

Pedro

Pedro tinha asma desde pequeno, mas controlada com bombinha preventiva. No inverno, com o ar seco, ele começou a tossir. Achou que fosse gripe. Uma noite, acordou com o peito chiando e a sensação de que o ar não chegava.

Ele usou a bombinha de resgate — duas pufadas. Melhorou um pouco, mas em trinta minutos estava ofegante de novo. Usou mais duas vezes e as costelas já doíam de tanto esforço para respirar.

Dona Marta ouviu o chiado do quarto dele e entrou. Pedro estava sentado na cama, com os ombros arqueados, usando os músculos do pescoço para respirar. A boca dele estava roxeando.

— Vamos já — ela disse, pegando ele no colo.

No PS, a saturação de oxigênio estava em 88%. A médica aplicou nebulização com fenoterol, corticoide intravenoso e oxigênio. Em uma hora Pedro melhorou, mas ficou em observação até o dia seguinte.

O pneumologista ajustou a medicação preventiva. Dona Marta aprendeu que mais de três usos da bombinha de resgate por hora é sinal de que o PS é inevitável.