Clarinha sempre teve cólicas fortes, mas naquele mês foi diferente. O primeiro dia da menstruação chegou com uma dor que não passava com anti-inflamatório nem com bolsa de água quente. A dor irradiava para as costas e para as pernas.
Ela ficou deitada no chão do banheiro, pálida, suando frio, com náusea. Beto a encontrou assim, enrolada em si mesma.
— Você precisa ir ao PS, isso não é normal — ele disse, ajudando ela a se levantar.
No pronto-socorro, a médica fez exame de sangue, ultrassom pélvico e teste de gravidez para descartar causas graves. O diagnóstico foi dismenorreia primária severa — uma condição em que o útero produz excesso de prostaglandinas.
Aplicaram medicação intravenosa e a dor cedeu em vinte minutos. A médica orientou Clarinha a procurar um ginecologista para avaliar o uso contínuo de anticoncepcional ou outros tratamentos.
Clarinha descobriu que não precisava sofrer todo mês. Procurou um especialista e encontrou um tratamento que mudou sua qualidade de vida.