O sobrinho de Carlos, de 13 anos, sofria cyberbullying pesado. Criaram um perfil falso com fotos dele e legendas humilhantes. Carlos queria dar um jeito, mas não sabia se polícia investigava esse tipo de crime. Um conhecido delegado explicou a ele: cyberbullying pode configurar injúria, difamação, ameaça e até apologia ao crime se envolver menor de idade. O delegado ensinou o passo a passo: 1) não apague nada — prints de tudo, incluindo URL, data, horário, 2) registre BO presencialmente na delegacia de crimes cibernéticos, 3) solicite a quebra de sigilo dos perfis falsos, 4) denuncie o conteúdo às plataformas (Instagram, TikTok, etc.), 5) se for contra criança ou adolescente, acione o Conselho Tutelar. Eles fizeram tudo. A polícia rastreou o IP e identificou três colegas de escola. Eles foram ouvidos e responsabilizados. As famílias foram chamadas. A escola implementou um programa antibullying. O cyberbullying deixa marcas profundas, mas denunciar do jeito certo interrompe o ciclo. Hoje Carlos sabe que a internet não é terra sem lei. Crimes virtuais têm consequências reais.