Pedro pegou uma virose que derrubou ele inteiro. Passou o dia vomitando e com diarreia. Dona Marta deu soro caseiro, mas Pedro rejeitava, dizendo que estava enjoado. No segundo dia, ele já não tinha mais forças para sair da cama.
Quando Dona Marta foi acordá-lo, ele estava mole, com os olhos fundos e a boca ressecada. A pele dele perdia a elasticidade — quando ela beliscava, demorava a voltar. Pedro quase não urinava mais.
— Acorda, meu filho, vamos ao hospital — ela disse, preocupada.
No PS infantil, a médica diagnosticou desidratação grave. Colheram exames e começaram hidratação venosa imediata. Pedro passou a tarde tomando soro na veia, enquanto recebia medicação para o vômito.
A recuperação foi rápida. No fim do dia ele já pedia água e comida. A médica orientou que soro caseiro deve ser oferecido de colher em colher quando a criança rejeita — e que boca seca e pouca urina são sinais de alerta vermelho.
Dona Marta aprendeu a nunca subestimar a perda de líquidos em criança.