Qual o jeito certo de agir ao ser vítima de violência obstétrica?

Luísa

No parto do primeiro filho de Luísa, ela foi submetida a procedimentos sem consentimento. O médico fez a manobra de Kristeller sem avisá-la, apertou a barriga dela com força enquanto ela gritava de dor. Disse "cala a boca, senão vai machucar o bebê". Fizeram episiotomia sem perguntar. Ela saiu do hospital se sentindo violentada. Só anos depois, numa consulta com outra médica, entendeu que aquilo foi violência obstétrica. A médica explicou que a gestante tem direito a um plano de parto, a recusar procedimentos, a ter acompanhante, a ser tratada com dignidade. A orientou a denunciar ao Ministério Público e ao CRM. No segundo parto, Luísa escolheu uma equipe que respeitava o parto humanizado. Fez um plano de parto detalhado, levou uma doula, e foi ouvida em cada decisão. A experiência foi completamente diferente. O que aprendeu: informe-se sobre seus direitos, exija respeito, denuncie abusos, escolha profissionais que acolham. Violência obstétrica não é "jeito de médico", é crime. Nenhuma mulher deve passar por isso.