O filho de Luísa, de quatro anos, começou a convulsionar no meio da noite. Ela acordou com os gritos da babá. Correu para o quarto e viu ele se debatendo na cama, os olhos revirados, espuma na boca. Seu instinto foi segurar ele com força para impedir os movimentos e colocar a mão na boca dele para não engasgar. A mãe dela, que estava com elas, gritou: "Não segura ele! Não coloca nada na boca!" Ela tirou a mão na hora. A mãe virou a criança de lado no chão, em posição de recuperação, e começou a contar o tempo. Disse para ela ligar para o SAMU. Em dois minutos a convulsão passou. O atendente do SAMU a orientou a não dar nada para ele beber, não colocar nada na boca, não segurar os braços e pernas. Foram para o hospital e descobriram que era febre muito alta. Hoje ela sabe: durante a convulsão infantil, vire a criança de lado, coloque algo macio sob a cabeça, não segure os movimentos, não coloque nada na boca, cronometre a duração e chame o SAMU se passar de 5 minutos.