Quando os sequestradores soltaram Luísa numa estrada escura, seu primeiro impulso foi correr para casa, tomar um banho e fingir que nada tinha acontecido. Só queria esquecer. Mas no caminho pensou: e se eles fizerem isso com outra pessoa? Parou no primeiro posto policial que viu. O policial orientou ela a ligar para a polícia imediatamente, não mexer em nada que os sequestradores tocaram e guardar o máximo de detalhes possível. Ela aprendeu que o correto após ser libertada é ir direto à delegacia, não passar em casa nem tomar banho antes. É importante não lavar as roupas nem as mãos, porque podem ter vestígios. Anotou a placa do carro, as características dos sequestradores, a rota que fizeram. Registrou o BO na mesma noite. Os policiais usaram as informações dela para identificar a gangue. Três dias depois, prenderam os criminosos. Agir rápido, preservando evidências e registrando ocorrência imediata, é o que realmente ajuda a polícia a prender os culpados.