Clarinha estava fritando pastéis para o lanche. Quando virou um deles, o óleo espirrou e respingou no dorso da mão direita. A dor foi imediata — uma queimação intensa que fez ela largar a escumadeira na hora.
Ela colocou a mão debaixo da torneira, mas a água estava fria demais e doía ainda mais. Beto viu a cena, lembrou do que aprendeu e corrigiu: — Água corrente em temperatura ambiente, não gelada. E não passa nada, deixa a água correr por uns dez minutos.
Depois de lavar, Clarinha viu a pele vermelha, com uma bolha começando a formar. Beto explicou que não devia estourar a bolha. Cobriu com um pano limpo e levaram ao PS.
No hospital, a médica classificou como queimadura de segundo grau superficial. Limpou com soro fisiológico, aplicou sulfadiazina de prata e fez um curativo. Receitou analgésico e orientou retorno em dois dias para trocar o curativo.
Clarinha ficou uma semana sem cozinhar. Beto assumiu a cozinha — e os pastéis passaram a ser comprados prontos.