O pai de Luísa começou a falar enrolado e o braço direito ficou caído. Ela achou que era cansaço e mandou ele descansar. Quando ele acordou, não conseguia mais mexer um lado do corpo. Perderam horas preciosas — o médico disse que se tivessem chegado antes, o dano cerebral seria menor. Agora ela sabe: os sinais de AVC são boca torta (peça pra sorrir), braço caído (peça pra levantar os dois braços), fala enrolada (peça pra repetir uma frase). Se qualquer desses falhar, é AVC até prova contrária. Ao pedir ajuda, informe a hora exata do início dos sintomas (isso determina se pode usar trombolítico), a idade, se há histórico de hipertensão ou diabetes, e se tomou anticoagulantes. Luísa aprendeu que no AVC, tempo é cérebro — cada minuto sem tratamento mata milhões de neurônios.