O que fazer se alguém tiver uma convulsão na minha frente?

Carlos

Carlos estava no escritório quando ouviu um barulho estranho. Um colega de trabalho, João, levantou da cadeira, começou a tremer e caiu no chão. Os olhos reviraram e o corpo inteiro ficou rígido, com espasmos.

Todo mundo entrou em pânico. Alguém gritou "segura ele!", outro disse "coloca a mão na boca para ele não engolir a língua!".

Carlos tinha feito um treinamento de primeiros socorros no ano anterior. Sabia que colocar a mão na boca era mito perigoso. Ele agiu: pediu que todo mundo se afastasse, colocou o colega de lado em posição de recuperação, afastou cadeiras e objetos que pudessem machucar e começou a cronometrar.

A convulsão durou um minuto e vinte segundos. Depois João ficou confuso, sonolento, sem saber o que tinha acontecido. Carlos chamou o SAMU.

No hospital, João foi medicado e diagnosticado com epilepsia de início tardio. Os médicos elogiaram Carlos por não ter colocado nada na boca do paciente e por ter protegido a cabeça.

Carlos virou referência de primeiros socorros no trabalho.