Carlos sempre teve dificuldade em falar com pessoas doentes. Não sabia o tom, o assunto, se devia mencionar a doença. Uma vez, visitou um colega de trabalho com depressão e falou: "Vai passar, é só ficar positivo." Ele quase expulsou Carlos do quarto. Depois entendeu o porquê: frases de otimismo forçado minimizam o sofrimento. Aprendeu: falar com um doente exige escuta, não conselho. Não diga "vai ficar tudo bem" se você não sabe se vai. Não diga "é só ter fé" se a pessoa não pediu. Não compare com "conheço um caso pior que melhorou". O que funciona: "Estou aqui com você." "O que você está sentindo?" "Quer que eu traga alguma coisa?" Perguntas abertas, silêncio confortável, presença genuína. E se você não sabe o que dizer, admita: "Não sei o que dizer, mas quero que saiba que você é importante para mim."