Qual o jeito de lidar com a doença de um cônjuge?

Luísa

O marido dela foi diagnosticado com esclerose múltipla. O diagnóstico caiu como uma bomba no casamento dos dois. Nos primeiros meses, ela assumiu o papel de cuidadora total: marcava exames, controlava remédios, pesquisava tratamentos. Ele se sentiu um peso. Ela se sentiu exausta. A relação dos dois virou paciente-cuidadora, não marido-mulher. Uma terapeuta de casal as ajudou a separar os papéis: em alguns momentos ele é paciente, na maioria é o marido dela. Estabeleceram limites: não falavam de doença depois das 20h, reservaram um dia por semana sem mencionar sintomas, e ela tem a terapia dela separada para não despejar tudo nele. Aprendeu: quando o cônjuge adoece, o casamento não pode virar só tratamento. A doença é um hóspede na relação, não o dono da casa. Cuide da relação além da doença.