O irmão mais velho dele descobriu uma doença renal crônica. A relação dos dois sempre foi competitiva — o irmão o bem-sucedido, ele o mais novo que tentava acompanhar. Com a doença, a dinâmica entre eles mudou. No começo, não sabia como agir. Tratava o irmão com normalidade, mas era estranho. Até que um dia o irmão disse: "Não me trate como coitado." Entendeu. O irmão não queria piedade, queria parceria. Começou a convidar o irmão para os mesmos programas de antes, adaptando quando necessário. Se não podia beber cerveja, os dois tomavam suco. Se não podia correr, os dois caminhavam. Aprendeu: irmão doente não quer ser tratado como paciente pela família. Quer ser tratado como irmão. A doença é uma parte da vida dele, não a vida inteira. Continue sendo quem você sempre foi na relação — com adaptações, mas sem piedade.