Qual o jeito de falar com a família sobre a doação de órgãos?

Carlos

O irmão de Carlos estava em morte encefálica depois de um acidente. O médico perguntou sobre doação de órgãos. Carlos sabia que ele era doador, mas sua mãe, arrasada, não queria nem ouvir falar no assunto. "Ele já sofreu demais, não vou deixar cortarem ele." Foi um momento de extrema tensão. A enfermeira da comissão de transplantes teve uma abordagem sensível: sentou com a família, explicou que a doação era a vontade que ele tinha expressado em vida, e que ele poderia salvar até oito vidas. Sua mãe, depois de muito choro, autorizou. Carlos aprendeu: falar de doação de órgãos com a família é extremamente delicado e deve ser feito por profissionais treinados, em momento adequado, com respeito ao luto. Mas o ideal é conversar sobre isso antes, em vida. Deixar claro para a família se você é doador ou não. Isso evita que eles tenham que decidir num momento de dor.