Minha avó estava em cuidados paliativos. A família se dividiu: alguns queriam internar, outros achavam que devia ficar em casa, uns queriam tratamento agressivo, outros achavam que era hora de deixar ir. As discussões eram acaloradas e dolorosas. Uma enfermeira especializada em cuidados paliativos nos ajudou a organizar uma reunião. Ela explicou o que cada opção significava na prática, quais os recursos necessários, como seria o dia a dia. A partir das informações, conseguimos decidir juntos, em vez de brigar. Aprendi: falar sobre cuidados com a família é sobre informação e divisão de tarefas. Quem vai ficar com o doente? Quem paga as contas? Quem leva ao médico? Quem cuida da casa? Definir papéis evita conflitos. E o mais importante: respeitar a vontade do doente acima de tudo. A família pode opinar, mas a decisão final é de quem está vivendo a doença.