Testamento sempre pareceu coisa de velho rico. Nunca passou pela cabeça de Luísa fazer um. Até que uma amiga advogada contou que sem testamento a partilha dos bens segue a lei — e nem sempre é o que a gente gostaria. Se ela morrer amanhã, os pais dela teriam direito a parte dos bens do casal, e o Carlos teria que dividir o apartamento com os irmãos dela. Ficou apavorada.
Falar de testamento é um ato de cuidado com quem fica. O jeito certo: primeiro, entender que testamento não é só pra milionário — qualquer pessoa com bens (casa, carro, poupança, seguro de vida) pode se beneficiar. Segundo, conversar com o parceiro sobre o cenário atual: se um morrer, o outro fica com o quê? Terceiro, procurar um advogado especializado em direito das sucessões. O testamento pode ser público (no cartório, mais seguro), cerrado (escrito à mão e lacrado) ou particular (escrito de próprio punho). Quarto, atualizar o testamento a cada grande mudança (casamento, separação, nascimento de filho, aquisição de imóvel). E quinto: não adiar. Testamento é um presente de tranquilidade pra quem amamos.