O Carlos gastou 800 reais num fim de semana com os amigos sem falar com Luísa. Quando viu o extrato, ficou possessa. Chegou em casa e mandou um: "como assim você gastou tudo isso sem me consultar? Você é um irresponsável!" Ele se fechou na hora, ficou dias sem falar direito com ela, e a briga se arrastou por semanas. O problema do gasto em si era pequeno — o que doeu foi a forma como cobrou.
Cobrar o parceiro sobre gastos é um dos momentos mais delicados do casamento. O jeito certo que aprendeu é: em vez de atacar, usar a comunicação não-violenta. Primeiro, descrever o fato sem julgamento: "vi que teve um gasto de 800 reais no fim de semana". Segundo, falar como se sente: "fiquei preocupada porque não estava no nosso orçamento". Terceiro, pedir o que precisa: "podemos conversar sobre como lidar com gastos assim no futuro?" Quarto, ouvir o lado dele — talvez foi uma emergência ou algo importante. Também combinaram um limite de gasto sem consulta (R$ 500). Acima disso, conversam antes. Respeito e diálogo funcionam melhor que acusação.