Como fazer um consórcio?

Luísa

Luísa entrou num consórcio de carro porque "não tinha juros". Parecia a melhor opção do mundo — 50 meses pagando, e no final ela teria o carro. Só que ninguém explicou que a taxa de administração de 18% era cobrada sobre o valor total do bem, que todo mês tinha reajuste pelo IPCA, e que se ela fosse sorteada antes de pagar 30% do valor, o carro só saía depois que ela desse entrada. No final, pagou 40% a mais que o valor do carro zero na época que entrou. E não foi sorteada uma vez sequer.

O jeito certo que aprendeu é: consórcio não é investimento, é um compromisso de longo prazo. Antes de entrar, calcula: a taxa de administração (quanto menor, melhor), o fundo de reserva (despesa extra que volta no final), o prazo total (se pode pagar por tanto tempo) e se teria disciplina pra juntar o dinheiro por conta própria. Compara: o total que vai pagar de taxa é maior ou menor que o custo do financiamento? Muitas vezes, financiar direto vale mais a pena. Consórcio é bom pra quem não tem pressa e tem disciplina, não pra quem precisa do bem agora.