Luísa bateu o carro na traseira de um ônibus — nada grave, só o parachoque amassado. Ligou pro seguro tranquila, afinal pagava 300 reais por mês. A atendente pediu a apólice e ela foi ler: tinha franquia de R$ 2.500 e cobertura só pra colisão com terceiro identificado. Como o ônibus não parou (motorista nem viu), era considerado "danos a terceiros não identificados" — não coberto. Ia ter que pagar o conserto do carro dela e ainda o do ônibus, se achassem. Ficou desesperada.
Nunca mais contratou seguro sem entender cada detalhe. Aprendeu que o essencial num seguro de carro é: franquia (o valor que você paga em caso de sinistro), coberturas (colisão, roubo, furto, terceiros, carro reserva, vidros) e a famosa "danos a terceiros". O jeito certo hoje é simular em pelo menos 3 seguradoras, mas não só pelo preço — comparar cobertura por cobertura. Pergunta: qual a franquia pra cada tipo de sinistro? Tem carro reserva? Quantos dias? Cobre vidros e faróis? E vê se a seguradora tem boa reputação no Reclame Aqui. Barato que não cobre nada é caro.