Como contratar um seguro de vida?

Luísa

Quando nasceu o primeiro sobrinho dela, correu e contratou um seguro de vida que um corretor amigo da família recomendou. Assinou sem ler nada — confiança total. Pagava 180 reais por mês achando que tava deixando tudo protegido. Num almoço de família, um primo que é advogado perguntou: "mas o que cobre mesmo?" Leu a apólice e descobriu que cobria só morte acidental, não natural. Se morresse de doença, não pagava nada. Ficou branca. Dois anos pagando por algo que não a protegeria no cenário mais provável.

Aprendeu que seguro de vida não é tudo igual. Tem cobertura por morte (natural e acidental), invalidez, doenças graves, desemprego, diária por internação. O jeito certo hoje é: primeiro, entender o que ela quer proteger — tem dependente? Tem dívida que alguém teria que assumir? Segundo, comparar pelo menos 3 propostas de seguradoras diferentes. Terceiro, ler cada cláusula de exclusão (o que NÃO cobre). E quarto, atualizar a cada 2 anos porque a vida muda. Hoje tem um seguro que realmente cobre o que importa.