Luísa viu uma influencer falando que Tesouro Direto era "o investimento mais seguro do Brasil" e foi achando que era só comprar e pronto. Abriu a conta na corretora, colocou 5 mil reais no Tesouro Selic achando que tava fazendo bonito. Quando precisou resgatar antes de 30 dias, veio a surpresa: tinha IOF, imposto de renda começando em 22,5% e ainda por cima ela tinha escolhido um título que pagava cupom semestral — coisa que ela nem sabia o que significava. Perdeu quase 8% da rentabilidade nessa brincadeira.
O aprendizado veio depois de estudar de verdade: Tesouro Direto não é tudo igual. Tem Tesouro Selic (liquidez diária, ideal pra reserva), Tesouro Prefixado (sabe exatamente quanto vai receber, mas se resgatar antes pode ter marcação a mercado) e Tesouro IPCA+ (proteção contra inflação, ótimo pra longo prazo). O jeito certo hoje pra ela é: definir o objetivo (curto, médio ou longo prazo), escolher o título certo pra cada objetivo, e — principalmente — nunca comprar um título sem entender se pretende levar até o vencimento. Se for resgatar antes, prefere Tesouro Selic. Pra longo prazo, IPCA+.