Ela precisava formalizar uma dívida que um amigo tinha com ela, mas queria algo mais sério que um contrato simples. Alguém mencionou "escritura de dívida", e ela imaginou que fosse um processo caro e cheio de burocracia. Quase deixou para lá. Mas foi atrás e descobriu que é mais simples do que parece. O jeito certo de fazer uma escritura de dívida é ir ao Cartório de Notas (o mesmo que faz escrituras de imóveis) com o devedor, seus documentos pessoais, o valor da dívida, as condições de pagamento e duas testemunhas. O tabelião redige a escritura, todos assinam e o documento ganha força de título executivo extrajudicial — ou seja, se não pagar, pode ser executado diretamente. O custo é tabelado e varia por estado, mas não é absurdo. Aprendeu que escritura de dívida é para situações onde o valor é alto ou a confiança não é total. Ela transforma um acordo informal em uma obrigação legal com data, valor e assinatura de todo mundo.