Na primeira semana depois de internar a mãe, Luísa não dormia direito. Acordava no meio da noite pensando: "Abandonei minha mãe." Chorou no trabalho, no carro, no banho. A irmã, que mora em outro estado, ligou e disse: "Você está fazendo o melhor que pode. Ela precisa de cuidado 24 horas, e você sozinha não dá conta." Isso ajudou, mas a culpa não foi embora de uma hora para outra. Luísa foi a uma psicóloga que lhe disse: "Culpa é o preço que a gente paga por cuidar de quem amamos quando as opções são limitadas." Luísa aprendeu que lidar com a culpa exige três coisas: 1) Aceitar que você fez o possível com os recursos que tinha; 2) Visitar o idoso regularmente e ver que ele está bem; 3) Conversar com outros filhos que passam pelo mesmo. Grupos de apoio para cuidadores existem e ajudam. A culpa diminui quando você vê que o idoso está feliz.