O pai de Carlos sempre dizia que "casa de repouso é depósito de velho".
Quando chegou a hora de conversar sobre a possibilidade, Carlos estava apavorado. Tentou abordar o assunto na mesa do almoço, de repente: "Pai, e se você fosse para uma casa de repouso?" O pai bateu o garfo, levantou e foi para o quarto. Pior abordagem possível. Uma assistente social o orientou: a conversa tem que ser gradual, em momentos de calma, usando exemplos de conhecidos que foram e se adaptaram. E o mais importante: fazer o idoso sentir que a decisão é compartilhada, não imposta.
Na segunda tentativa, Carlos levou fotos de uma casa de repouso que parecia um clube, mostrou as atividades, disse que conheciam uma senhora que adorava. O pai ficou em silêncio, mas não rejeitou. Uma semana depois, ele mesmo trouxe o assunto. Foi mais fácil.