A sogra de Luísa ficou na casa de repouso por dois anos. Quando a cunhada voltou do exterior e ofereceu cuidar dela em casa, decidiram tirá-la. A casa de repouso tentou convencê-las do contrário: "Ela está adaptada, a mudança vai ser traumática." Luísa ficou na dúvida. Mas a cunhada insistiu. Fizeram a transição gradual: primeiro finais de semana em casa, depois semanas alternadas. Em dois meses, ela estava em casa em tempo integral. A adaptação foi mais suave do que esperavam.
Luísa aprendeu: tirar o idoso da casa de repouso é um direito seu, mesmo contra a opinião da instituição. Não existe "cárcere privado disfarçado de cuidado". Se a família pode assumir os cuidados, o idoso tem todo o direito de sair. Mas a transição precisa ser gradual e planejada, com acompanhamento médico e adaptação da casa para as necessidades do idoso.