Clarinha apertou o interruptor do quarto e nada. Acendeu o abajur na tomada ao lado — funcionava. O ventilador também funcionava. Só a luz do teto não acendia.
— Queimou a lâmpada? — sugeriu Beto.
— Troquei ontem. Acendeu e apagou.
Carlos foi chamado para dar uma olhada. — Pode ser o interruptor, o conector da lâmpada, ou um fio solto no meio do caminho.
Ele desligou o disjuntor geral — regra número um: nunca trabalhar com eletricidade ligada. Depois, abriu o interruptor e viu que um fio tinha soltado do borne. O parafuso estava frouxo.
— Frouxidão nos bornes é a causa mais comum de falta de luz em um ponto só. O fio esquenta, oxida, perde contato. Às vezes dá curto e queima o conector.
Carlos apertou o parafuso, religou o disjuntor e a luz acendeu. Cinco minutos de serviço.
— E se fosse o fio no meio da parede? — perguntou Clarinha.
— Aí teria que puxar fio novo, o quebra-quebra. Mas 90% dos casos é no interruptor ou na lâmpada.
Clarinha agradeceu e anotou: sempre verificar os bornes antes de chamar um eletricista. Um parafuso apertado pode salvar uma parede inteira.