Como iluminar corretamente cada ambiente?

Clarinha

Clarinha sentiu que a sala estava meio triste. A luz do teto era fria, direta, criava sombras duras. O quarto tinha uma luz amarelada fraca que não dava para ler. A cozinha, uma luz branca forte que cansava os olhos.

— Iluminação errada estraga qualquer ambiente — disse Pedro, que estudava design de interiores.

Ele explicou os três tipos de iluminação: geral (luz de teto, difusa), tarefa (luz direcionada para ler, cozinhar, trabalhar) e destaque (luz para valorizar objetos, quadros, plantas).

— Na sala, você precisa de: luz geral quente (2700K a 3000K), um abajur para leitura perto do sofá (luz de tarefa), e um spot no quadro (luz de destaque).

— O que é 3000K? — perguntou Clarinha.

— Temperatura de cor. 2700K é amarelada, aconchegante. 4000K é neutra. 6000K é branca fria, de hospital. Cada ambiente pede uma temperatura diferente.

Clarinha fez as mudanças: trocou as lâmpadas da sala para 3000K (amarelo suave), instalou um abajur de piso ao lado do sofá com lâmpada direcionável, e colocou spots nos quadros da parede.

Na cozinha, manteve 4000K (neutro) para enxergar bem os alimentos. No quarto, 2700K para relaxar. No banheiro, 4000K na luz geral e 5000K no espelho para maquiagem.

— A diferença é absurda — disse Clarinha, depois de pronta. — A sala parece maior, mais aconchegante, mais cara.

— Iluminação é a joia da decoração — respondeu Pedro. — Gasta-se pouco e transforma tudo.